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A burocracia no serviço público no Brasil, característica enraizada na cultura brasileira, tem a sua origem ainda na coroa portuguesa, quando, no intuito de controlar tudo e todos decidiu-se criar inúmeras regras e com isso dificultar quaisquer solicitações de serviços, dentre elas a exploração de novos negócios.

O estado continua ignorando o empreendedor, quando cobra caro pelos serviços prestados, e não oferece como contrapartida agilidade e resolutividade. Temos um estado pesado e caro sem a proporcional e correspondente eficiência.

Muito já foi feito e melhorado, contudo, somos ainda o país  muito burocrático para quem quer empreender.  Segundo estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa em 135ª em um ranking realizado para medir a burocracia na abertura de empresas de 136ª países. Em último lugar da lista está a Venezuela e nos primeiros Nova Zelândia, Austrália e Georgia. Entre os países emergentes o destaque é para a China que continua ganhando posições.

O excesso de documentos e prazos para obtê-los é ruim para todos: estado e sociedade. Temos de lembrar que um país rico é aquele com muitas empresas, bem sucedidas e principalmente capazes de sustentar um estado e sociedade fortes através do recolhimento dos tributos e da geração de emprego e renda. Para tanto o governo deve adotar medidas objetivas para estimular e facilitar o surgimento de novas empresas.

O custo da abertura ainda é alto, além das taxas ao Governo, temos os empresários são obrigados a ter o Certificado Digital para assinar os documentos via Junta Comercial, esse mesmo certificado ,serve apenas para dar entrada no processo ou alterar alguma informação no contrato da empresa, caso o empresário precise emitir NFE terá que ter certificado ECNPJ, mais um custo para a empresa, e assim vamos caminhando, alimentando o Governo e as empresas parceiras.

Este artigo foi escrito por Leonardo Lima, contabilista, especialista em impostos e tributos, Empreendedorismo contábil e  solução para pequenas e médias empresas.